Setembro Amarelo

  A campanha Setembro Amarelo é de extrema importância para a conscientização sobre a prevenção do suicídio, que é considerado um problema grave de saúde pública. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), nove em cada dez mortes por suicídio podem ser evitadas. No mundo ocorre um suicídio a cada 40 segundos. Por […]

 

A campanha Setembro Amarelo é de extrema importância para a conscientização sobre a prevenção do suicídio, que é considerado um problema grave de saúde pública. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), nove em cada dez mortes por suicídio podem ser evitadas.

No mundo ocorre um suicídio a cada 40 segundos. Por ano, aproximadamente 1 milhão de pessoas se suicidam. Esses números, no entanto, estão sujeitos a alterações, pois a subnotificação é reconhecida e a disponibilidade e a qualidade dos dados sobre suicídio e tentativas de suicídio são baixas.

No Brasil, cerca de 32 brasileiros cometem suicídio diariamente. De acordo com o estudo realizado pela Universidade Federal de São Paulo a taxa entre jovens entre 10 e 19 anos aumentou 24% de 2006 a 2015 nas seis maiores cidades brasileiras Porto Alegre, Recife, Salvador, Belo Horizonte, São Paulo e Rio de Janeiro.

Estima-se que de 15 a 25% das pessoas que tentam suicídio cometem nova tentativa no ano seguinte e 10% conseguem consumar o ato em algum momento no período de 10 anos, compreendido entre a tentativa anterior e o suicídio consumado.

O desafio é falar sobre o assunto, apesar de delicado. É importante conversarmos sobre o suicídio e as maneiras de preveni-lo. Acredita-se que a primeira medida preventiva é a informação. É preciso perder o medo de falar sobre o assunto e quebrar tabus. Esclarecer, conscientizar, estimular o diálogo e tirar o suicídio e suas motivações da invisibilidade e, assim, mudar esta realidade.

Muitas pessoas pensam que esse ato é uma realidade distante. O suicídio é um ato complexo, de múltiplas determinações e motivações, contudo os especialistas apontam que, em grande parte dos casos, há um histórico de transtornos mentais, diagnosticados ou não, como depressão, ansiedade, esquizofrenia, bipolaridade, borderline (de comportamento impulsivo e compulsivo), entre outros.

Pode ser associado à algumas doenças, as chamadas “Ds”: Depressão, desespero, desamparo de grupo social, desesperança, desemprego, divórcio e dependência química.

Reconhecer os sinais de alerta pode ser o passo mais importante. Isolamento, mudanças marcantes de hábitos, perda de interesse por atividades de que gostava, descuido com aparência, piora do desempenho na escola ou no trabalho, alterações no sono e no apetite estão entre estes sinais.

Fique atento às seguintes frases: “preferia estar morto” ou “quero desaparecer” – elas podem indicar necessidade de ajuda.

Outras notícias

Alcoolismo: fatores e tratamento

  O alcoolismo é caracterizado pela vontade incontrolável de beber, dificuldade ao tentar interromper a ingestão, tolerância ao álcool e dependência física, que se manifesta através de sintomas físicos e psíquicos nas situações de abstinência alcoólica.  A dependência de álcool atinge cerca de 12% dos adultos brasileiros e corresponde a 90% das mortes associadas ao uso de […]

Dia Nacional da Mulher

  O Dia Nacional da Mulher é comemorado em 30 de abril e tem como objetivo promover a inserção da mulher em todas as áreas da sociedade.  Esta data também é essencial para lembrarmos da importância dos cuidados com a saúde da mulher. Confira alguns exames fundamentais:   •Papanicolau: este exame é importante para detectar […]

Janeiro Roxo: Hanseníase

  Em 2016, o Ministério da Saúde consolidou a cor roxa para campanhas educativas sobre a Hanseníase. A campanha Janeiro Roxo tem como objetivo informar e conscientizar a população em relação a essa doença. Segundo a Organização Mundial da Saúde, em 2016, 143 países reportaram 214.783 casos novos de hanseníase, o que representa uma taxa […]