Dia Internacional da Luta contra Endometriose

  Na última terça-feira foi celebrado o Dia Internacional da Luta contra Endometriose. Essa campanha possui o objetivo de conscientizar a população sobre a doença. Segundo dados da Associação Brasileira de Endometriose, cerca de 15% das mulheres em idade de reprodução (dos 13 aos 45 anos), são atingidas pela endometriose. Estima-se que no Brasil uma […]

 

Na última terça-feira foi celebrado o Dia Internacional da Luta contra Endometriose. Essa campanha possui o objetivo de conscientizar a população sobre a doença.

Segundo dados da Associação Brasileira de Endometriose, cerca de 15% das mulheres em idade de reprodução (dos 13 aos 45 anos), são atingidas pela endometriose. Estima-se que no Brasil uma a cada dez mulheres desenvolvam a patologia.

Trata-se de uma doença benigna inflamatória, caracterizada pela presença de células do endométrio (tecido que reveste o interior do útero) em outros órgãos do abdome, como trompas, ovários, intestinos e bexiga. A multiplicação das células endometriais na cavidade abdominal pode ocasionar lesão e sangramento.

Todos os meses, o endométrio fica mais espesso, para que um óvulo fecundado possa se implantar nele. Quando não há gravidez, no final do ciclo, ele descama e é expelido na menstruação.

As causas exatas da endometriose ainda não são claras, mas alguns estudos apontam alguns fatores de risco, como, por exemplo, primeira menstruação antes dos 12 anos, não ter filhos, período menstrual longo e anormalidades no útero.

Uma mulher cuja mãe ou irmã tem endometriose, apresenta maior probabilidade de desenvolver a doença comparada as mulheres que não possuam histórico familiar positivo.

Os principais sintomas são: cólica menstrual, dor durante relação sexual, dor pélvica contínua não relacionada a menstruação, constipação intestinal ou diarreia no período menstrual e sangramento nas fezes e urina.

O ideal é que, diante dos sintomas, a mulher procure um médico ginecologista para avaliar e solicitar exames de imagem, que são complementares para o fechamento do diagnóstico.

O tratamento consiste na utilização de medicamentos hormonais, que inibem a atividade dos ovários e auxiliam na regularização dos níveis de estrogênios.

O tratamento cirúrgico compreende na retirada das lesões endometrióticas e em casos mais graves, consiste na remoção de órgãos ou áreas comprometidas.

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